A pedra no chão e os estilhaços no banco do passageiro tornaram-se o novo postal de visita em várias artérias do Porto. O fenómeno, que antes fustigava Lisboa com maior intensidade, migrou para Norte e consolidou-se como um crime de oportunidade constante.
Assaltantes utilizam métodos rudimentares para aceder ao interior dos veículos em segundos.
O prejuízo do vidro partido é, muitas vezes, superior ao valor do que levam lá de dentro”, explica António Silva, morador que já contabiliza dois incidentes este ano. O modus operandi é simples: uma pedra pesada contra o vidro lateral, um braço que alcança uma mochila ou uma moeda esquecida e a fuga imediata.
A tática precária dispensa tecnologia ou planeamento refinado. Os criminosos aproveitam o silêncio da madrugada ou o movimento de zonas turísticas para agir de forma mecânica.
As autoridades registaram um aumento nas queixas, mas a rapidez da ação dificulta as detenções em flagrante. Os dados apontam que zonas residenciais sem garagem própria são os alvos preferenciais desta vaga de criminalidade.


