O Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil prestou assistência médica a 775 mil cidadãos estrangeiros ao longo do ano de 2025. Deste total, cerca de 81 mil atendimentos foram prestados a cidadãos de nacionalidade portuguesa, a maioria dos quais em situações de urgência e emergência hospitalar.
Os dados foram divulgados pelo ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, durante uma visita oficial a Lisboa. O governante deslocou-se à capital portuguesa para participar num seminário sobre a aplicação da inteligência artificial na medicina e para proceder à inauguração do novo escritório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Portugal.
Acesso gratuito e universal a cuidados de saúde
Na sua intervenção, o ministro enfatizou que o modelo da saúde pública brasileira assenta no princípio da universalidade, o que impede legalmente a recusa de auxílio médico com base na ausência de residência formal no país. Qualquer cidadão estrangeiro que se encontre em trânsito no território brasileiro, seja em viagem de turismo ou por razões profissionais, tem direito a receber cuidados médicos gratuitos na rede pública.
O balanço estatístico apresentado demonstra que a prestação de cuidados a utentes internacionais é uma constante no sistema sanitário brasileiro. Apesar de os registos de 2025 apontarem para 775 mil assistências a estrangeiros, o volume global de atendimentos a não residentes tinha atingido um valor superior a 1,1 milhões de ocorrências no ano de 2023.
Cooperação científica reforçada em Lisboa
A instalação do escritório da Fiocruz em Lisboa assinala um passo estratégico na cooperação bilateral entre Portugal e o Brasil. A instituição de investigação científica pretende fortalecer as parcerias académicas, o intercâmbio tecnológico e a inovação no setor da saúde, aproximando a produção científica da América Latina dos parceiros europeus.


