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A pressão intracraniana pode ser medida com um sensor (e enviada via Bluetooth)


A tecnologia permite detetar problemas neurológicos sem a necessidade de um procedimento invasivo. Já está a ser usada em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos.

A pressão intracraniana é a pressão exercida pelo crânio no tecido cerebral, no líquido cefalorraquidiano e no sangue circulante no cérebro. Para a controlar, o médico necessita de perfurar o crânio do paciente. Este procedimento, conhecido como craniotomia, é muito invasivo mas pode estar prestes a mudar, graças ao sensor desenvolvido pela empresa brasileira Brain4care.

Sérgio Mascarenhas, um físico brasileiro da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, desenvolveu um sensor que, após ser preso ao redor da cabeça do paciente, mede a pressão intracraniana. Depois, os dados obtidos são enviados via Bluetooth para uma aplicação que mostra a curva da pressão exercida dentro do crânio.

Plinio Targa, CEO da Brain4care, explicou, citado pela revista SaluDigital, que “o objetivo é estabelecer a pressão intracraniana como um sinal vital a ser usado por médicos em unidades de terapia intensiva ou exames neurológicos de rotina, como pressão arterial, temperatura e frequência cardíaca e respiratória”.

Com o uso desta tecnologia, os profissionais de saúde conseguem detetar problemas neurológicos – como hidrocefalia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão arterial e meningite – e definir um diagnóstico. Este sensor já é usado em pesquisas em Portugal e nos Estados Unidos e em alguns hospitais no Brasil.

A empresa quer expandir a tecnologia e o próximo passo é que este sensor seja usado em ambulâncias ou até no domicílio.