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Camélias mais antigas do Jardim Botânico do Porto em festival de Lousada

O Festival Internacional das Camélias de Lousada, que se realiza este fim de semana, vai destacar o Jardim Botânico do Porto, que apresentará algumas das camélias mais antigas do país, avançou à Lusa a organização.

“Teremos aqui camélias raras, únicas e muito antigas”, prometeu Cristina Moreira, vereadora na Câmara de Lousada, entidade organizadora, antevendo o sucesso do evento, que cumpre este ano a sua nona edição.

A participação do Jardim do Botânico do Porto decorre de um convite da autarquia de Lousada. A vereadora considera que se trata do “reconhecimento do contributo do festival de Lousada para o setor”.

O festival, disse, é um dos mais importantes de Portugal e atrai habitualmente mais de seis mil visitantes, envolvendo criadores e colecionadores de camélias de todo o país e também das ilhas.

A autarquia tem apostado na promoção do evento, tentando criar todos os anos motivos diferenciadores, que atraiam mais visitantes.

Em 2017, o jardim de camélias do Parque Terra Nostra, das Furnas, nos Açores, esteve em destaque, alcançando um grande sucesso. Segundo avançou a vereadora, as camélias de Lousada vão participar, em 2019, no festival que se realiza todos os anos na Ilha de S. Miguel.

O evento de Lousada, assegurou, tem crescido de ano para e ano, com a autarquia a realizar experiências para agradar cada vez mais ao setor, incluindo de visitantes estrangeiros.

“Temos a preocupação de saber o que as pessoas que vêm expor e os colecionadores gostam e depois promover o que temos de mais endógeno no nosso território”, destacou Cristina Moreira.

O festival, prosseguiu, é visitado por diferentes públicos, mas a vereadora destaca os muitos colecionadores e criadores em busca de camélias “raras e únicas”. Os criadores de Lousada, onde existem alguns dos mais bonitos jardins históricos do norte do país, costumam exibir camélias muito apreciadas pelos forasteiros. As vendas de flores no certame atingem valores muito significativos, anotou.

A autarquia procura, por outro lado, promover um programa para o evento que envolva toda a família e possa atrair a Lousada novos visitantes.

Com o festival, Lousada aproveita para promover a gastronomia através dos “Fins de Semana Gastronómicos”, da Porto e Norte de Portugal, que se realizam nos próximos dias, e propõe um programa de animação para atingir públicos de todas as idades.

Um dos pontos altos do certame é a visita gratuita a três jardins de camélias, que se realiza de autocarro no domingo de manhã e a iniciativa “Camélias Vivas”, que conta com pinturas corporais alusivas às camélias, este ano realizadas em seis modelos femininos, que desfilarão no evento, um momento sempre muito aguardado pelos visitantes.

Cristina Moreira pretende que as “Camélias Vivas” tenham outros moldes, em 2019, envolvendo a comunidade escolar, através dos alunos de artes e modelos do concelho que possam apresentar-se a concurso.

Uma novidade anunciada para este ano é a possibilidade de os visitantes escolherem a camélia mais bonita, através de uma seleção de entre três flores que estarão em exposição num “elegante” copo de espumante.

Em Lousada estão referenciadas cerca de duas dezenas de casas com jardins que podem ser visitados e a autarquia pretende criar uma publicação dos jardins de camélias, a apresentar em 2019 quando se realizar a 10ª. edição.

O Município de Lousada é associado da Associação Portuguesa de Camélias. De acordo com Cristina Moreira, aquele concelho do Vale do Sousa reúne o segundo maior número de casas com jardins históricos, alguns centenários, numa lista liderada por Ponte de Lima.