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Home - Ciência - Ouvir música pode provocar arrepios de prazer

CiênciaMúsica

Ouvir música pode provocar arrepios de prazer

Last updated: 10 Novembro, 2020 10:00
Redação
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Vive La Palestina / GATAG

Ouvir música pode ser uma experiência tão intensa que é capaz de provocar arrepios, que estão associados à ativação dos sistemas de recompensa e prazer do cérebro. Um novo estudo analisou os padrões de atividade cerebral que ocorrem quando uma melodia provoca essa sensação.

De acordo com a Science Alert, um estudo publicado esta semana na revista Frontiers in Neuroscience analisou os padrões de atividade cerebral provocados por arrepios associados a melodias agradáveis.

Para isso, os investigadores usaram um dispositivo de EEG de alta densidade para medir as ondas de atividade elétrica no cérebro de indivíduos, a quem foram colocados elétrodos no couro cabeludo, enquanto ouviam música.

Foi pedido a onze mulheres e sete homens que ouvissem uma playlist de 15 minutos com áudios de 90 segundos – algumas gravações foram escolhidas a partir das listas musicais dos participantes e outras foram selecionadas pelos investigadores.

Os 18 participantes partilharam então com os investigadores quando estavam a sentir o arrepio a chegar e foram registados, no total, mais de 300, cada um com uma duração aproximada de nove segundos, em média.

Os investigadores não encontraram, no entanto, nenhuma relação entre o número de arrepios sentidos e os anos de experiência musical de cada um – o que significa que, mesmo sem talento para a música, é possível desfrutar e sentir arrepios musicais.

Uma análise mais aprofundada dos resultados mostrou ainda que quando os participantes sentiram um arrepio, a atividade cerebral aumentou no córtex pré-frontal.

Através do uso de um algoritmo, essa atividade foi rastreada até uma ativação do córtex orbito-frontal, que integra experiências sensoriais e processa emoções.

“O facto de podermos medir este fenómeno com EEG traz oportunidades de estudo noutros contextos, em cenários mais naturais e dentro de grupos”, disse Thibault Chabin, neurocientista da Universidade Burgundy Franche-Comté, em França.

O EEG pode ser, até, uma ferramenta promissora para medir o prazer musical sentido pelo público numa sala de concertos e espetáculos.

“O prazer musical é um fenómeno muito interessante que merece ser investigado mais a fundo para entender o porquê de a música ser gratificante e para perceber porque é essencial na vida humana”, disse Chabin.


TAGGED:Ciência & SaúdeDestaquemúsicaNeurociência
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