Cinfães, Portugal – O Auditório Municipal de Cinfães encheu-se de música e expectativa na tarde de 4 de julho. Foi o fecho de quatro dias intensos de provas, decorridas desde o início do mês, onde dezenas de crianças e jovens subiram ao palco para mostrar o resultado de muitas horas de estudo e dedicação aos seus instrumentos. A quarta edição do concurso “Crescendo”, promovido pela Academia d’Artes de Cinfães, confirmou a vitalidade do ensino artístico na região, num evento que contou com a estreita colaboração da Câmara Municipal e da Associação de Defesa do Vale do Bestança.
Durante a cerimónia de entrega de prémios, a vice-presidente da autarquia, Sónia Soares, esteve presente para assinalar a importância deste projeto. Para a autarca, apoiar estas iniciativas é um passo fundamental para consolidar a formação cultural e garantir que os mais novos têm as ferramentas necessárias para desenvolver as suas aptidões, enriquecendo o tecido social do concelho.
Um júri rigoroso e duas fases de avaliação
O percurso dos candidatos até à consagração passou pelo crivo de duas avaliações distintas. Numa primeira fase, as eliminatórias ficaram a cargo da própria Direção Pedagógica da Academia d’Artes, através da avaliação dos professores Filipe Pereira, Pedro Vaz e Carlos Nunes. Para a fase final, a organização convidou um júri externo de especialistas, constituído pelos professores Frederic Cardoso, Hélder Magalhães e Joaquim Teixeira, garantindo total isenção na distribuição dos prémios nas seis categorias a concurso.
Os vencedores das categorias iniciais
Na Categoria A, desenhada para os alunos mais jovens ou em fases iniciais de aprendizagem, Carolina Vaz venceu o primeiro prémio em flauta transversal. O segundo lugar foi conquistado por Mateus Guedes, no eufónio, enquanto Isabel Temerev, no violino, e Inês Mouta, no oboé, dividiram o terceiro lugar em regime de ex aequo. Francisca Rocha recebeu uma menção honrosa pela sua prestação com o clarinete.
Na Categoria B, a violinista Diana Cardoso arrecadou o primeiro lugar, seguida de perto por Mariana Cardoso, que alcançou o segundo prémio ao piano. O terceiro posto registou novo empate entre Margarida Sousa, em oboé, e Maria Ribeiro, em clarinete. A trompetista Renata Almeida mereceu ainda uma menção honrosa do júri.
A evolução técnica a meio do percurso
Na Categoria C, o trompete voltou a estar em evidência com a vitória de Tomás Ferreira. A segunda posição foi partilhada por Leonor Cardoso, na vertente de canto, e por Rodrigo Cardoso, no saxofone. O terceiro prémio foi atribuído à flautista Maria Mouta, com o jovem Simão Freitas a receber uma menção honrosa no eufónio.
Subindo de escalão, na Categoria D, a grande vencedora foi Joana Cardoso, que convenceu o painel de jurados com a sua interpretação em flauta transversal. A também flautista Eva Pinto garantiu a segunda posição, restando o terceiro lugar para a saxofonista Leonor Pinto.
Os níveis mais avançados do concurso
A maturidade artística dos alunos mais experientes fez-se sentir de forma clara nas últimas categorias do certame. No grupo E, João Sousa alcançou o primeiro lugar com o seu clarinete, relegando para a segunda posição o pianista José Costa. O terceiro lugar voltou a ser repartido por dois jovens: Alexandre Cardoso, na guitarra, e Ivo Pereira, na percussão.
Finalmente, na Categoria F, o violinista Jader Machado conquistou a pontuação máxima e o primeiro prémio. Daniel Fernandes subiu ao palco para receber o troféu do segundo lugar pelo seu desempenho no trombone, enquanto Lara Amaral obteve a terceira posição na área do canto. Madalena Silva, em flauta transversal, fechou este grupo de distinções com uma menção honrosa.
A autarquia local já felicitou publicamente toda a comunidade escolar envolvida no projeto, estendendo os parabéns não só aos premiados, mas a todos os que aceitaram o desafio de se apresentar a concurso, incentivando os jovens músicos a prosseguirem o seu percurso de aprendizagem artística.


