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Home - Economia - Só 14% das empresas portuguesas pagam a tempo aos fornecedores

Economia

Só 14% das empresas portuguesas pagam a tempo aos fornecedores

Redação
Last updated: 5 Agosto, 2019 13:30
Redação
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gaf.arq / Flickr

As construtoras e as empresas agrícolas e de outros recursos naturais são os piores pagadores, com prazos acima de cem dias. Já o setor da Energia e Ambiente e alojamento e restauração são os que pagam mais cedo.

De acordo com a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, as empresas portuguesas demoram, em média, 71 dias a pagar aos fornecedores, ou seja, bem mais do que os 60 dias estabelecidos na lei. Segundo o matutino, só 14% das empresas pagam a tempo e horas.

Dados do estudo “Como compram as empresas em Portugal”, realizado pela Informa D&B, revelam que quanto maior a empresa, menos tempo demora a pagar: 59 dias para as grandes empresas; 74 para as médias; 79 no caso das pequenas e 92 dias nas microempresas.

As construtoras são as piores pagadoras, com prazos médios de 131 dias. Pelo contrário, as empresas de energia e ambiente levam apenas 39 dias a liquidar as faturas.

O estudo não inclui nem a banca nem os seguros. Ainda assim, a consultora dá conta de que as entidades empresariais sediadas em Portugal compram 255 mil milhões de euros em bens e serviços, valor que corresponde a 77% do seu volume de negócios e a quase 140% do produto interno bruto.

Mas, segundo a Informa D&B, as empresas de capital estrangeiro “também dinamizam o tecido empresarial nacional”. Dos 76 mil milhões de euros de compras que as empresas de capital estrangeiro fazem ao ano, cerca de 59% são encomendas a fornecedores nacionais – quase 45 mil milhões de euros.

Contudo, a maioria das compras entre empresas “não são feitas a pronto pagamento“, implicando risco associado. A Informa D&B estima que estejam por liquidar 50 mil milhões de euros.

Para avaliar o risco comercial, a consultora desenvolveu dois modelos que classifica de risco de failure e de risco de delinquency. Enquanto que o primeiro avalia a probabilidade de, nos próximos 12 meses, uma entidade cessar a atividade sem liquidar as suas dívidas; o segundo analisa a probabilidade de, no mesmo prazo, a empresa se atrasar nos pagamentos em mais de 90 dias a pelo menos um dos seus credores.

O estudo concluiu que 72% das empresas têm um risco de failure “mínimo ou reduzido”. Já quanto ao risco de atraso, são mais de 50 mil as empresas que registam um “risco elevado ou médio-alto”, correspondentes a 35 mil milhões de euros.

Fonte: ZAP

TAGGED:DestaqueEconomiaempresasNacional
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