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Os aeroportos mudam o nome das pistas (e a culpa é dos pólos magnéticos da Terra)

O pólo norte magnético pode mover-se até 64 quilómetros por ano. Isto pode ser um problema para os pilotos de aviões.

A pista 17L/35R, no Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom, no estado norte-americano do Texas, não terá o mesmo nome quando for reaberta, avançou o Aviation International News. A pista será agora 18L/36R e tudo porque a localização do pólo norte magnético está em constante mudança.

Segundo a Wired, o pólo norte magnético pode mover-se até 64 quilómetros num ano. Os pólos norte e sul magnéticos deslocam-se e não coincidem com os pólos norte e sul geográficos, apesar de serem próximos geograficamente.

Isto significa que pode ser necessária uma alteração no nome das pistas de aviação sem que, no entanto, essas mesmas pistas tenham mudado de sítio.

Os números nos nomes referem-se ao ângulo em que a pista se situa do norte magnético. No caso de Austin-Bergstrom, a pista 17L costumava estar em torno de 170 graus no sentido horário do norte magnético numa extremidade, e a 350 graus de distância na outra.

Tecnicamente, as duas pistas paralelas de Austin-Bergstrom terão de mudar de nome, dado que 175,1 graus terá de ser arredondado para 180 – e, portanto, 18L. O L e o R permanecerão iguais, dado que se referem às pistas esquerda (left) e direita (right), respetivamente.

Desta forma, quando a posição da pista de um aeroporto em relação ao norte magnético não é arredondada para os números representados, a Federal Aviation Administration (FAA) intervém e força o aeroporto a dar um novo nome à pista. O Modelo Magnético Mundial, desenhado pelos Centros Nacionais de Informação Ambiental, é um dos recursos que os aeroportos e a FAA consultam para a tomada de decisão.

Ainda assim, mudanças deste tipo são raras, já que o movimento do norte magnético é relativamente pequeno em comparação com o tamanho da Terra. A cada ano, só um ou dois aeroportos mudam o nome das pistas.