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Home - Economia - Leão garante “mais apoios” para as empresas (e apoio social extraordinário será avaliado no fim de 2021)

EconomiaPolítica

Leão garante “mais apoios” para as empresas (e apoio social extraordinário será avaliado no fim de 2021)

Last updated: 14 Outubro, 2020 10:30
Redação
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Nuno Fox / Lusa

O ministro das Finanças, João Leão

O ministro das Finanças, João Leão, disse, em entrevista à SIC na terça-feira, que está preparado “para canalizar ainda mais apoios” se a pandemia piorar nos próximos meses ou em 2021.

“O Governo quer dar um sinal de que está preparado para continuar a apoiar as empresas, nomeadamente financiando parte dos custos do trabalho“, disse João Leão, ministro das Finnças, em entrevista à SIC na terça-feira.

A declaração surgiu após ser confrontado com as críticas das associações empresariais de que o Orçamento do Estado para 2021 (OE 2021) entregue pelo Governo no Parlamento é insuficiente.

O ministro recordou que o Governo já tem em vigor vários apoios à manutenção do emprego, prolongou as moratórias bancárias e acrescentou mais seis mil milhões de euros em linhas de crédito no Orçamento de Estado para 2021 (OE2021).

Já a eventual conversão do novo apoio social extraordinário, inscrito no OE2021, numa medida definitiva, dependerá da avaliação feita no final do próximo ano.

“Na proposta do Orçamento do Estado [para 2021 (OE 2021)] ficou combinado que, no final do ano, avaliaremos o impacto da medida para perceber qual é que é a evolução natural a partir daí, mas, neste momento, é uma medida extraordinária, para um ano, e é assim que está prevista”, explicitou João Leão.

O ministro de Estado e das Finanças vincou que a conversão do Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores numa medida definitiva – à semelhança do aumento do patamar mínimo do subsídio de desemprego para 503 euros que é definitiva -, também está dependente daquilo que “o Governo e a maioria parlamentar decidirem”.

O novo apoio social de resposta à crise pandémica vai abranger os trabalhadores por conta de outrem, os do serviço doméstico e os recibos verdes.

De acordo com a proposta de OE2021 “é criado o Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores, com o objetivo de assegurar a continuidade dos rendimentos das pessoas em situação de particular desproteção económica causada pela pandemia da doença covid-19″.

Serão abrangidos pelo novo apoio os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os do serviço doméstico e também os trabalhadores independentes que, a partir de 1 de janeiro de 2021, vejam o seu subsídio de desemprego terminar.

Para estas situações, o apoio é pago até dezembro de 2021, por um período máximo de 12 meses e a prestação tem caráter diferencial, sendo atribuído mediante condição de recursos.

Assim, para os trabalhadores que virem o seu subsídio de desemprego terminar a partir de janeiro, o apoio varia entre 501,16 euros e o rendimento médio mensal por adulto equivalente do agregado familiar, não podendo ser superior ao rendimento líquido da remuneração de referência que o trabalhador auferia.

O apoio abrange ainda os trabalhadores que, “por razões que não lhes sejam imputáveis, ficaram em situação de desemprego, sem acesso à respetiva prestação, e que tenham, pelo menos, três meses de contribuições nos 12 meses imediatamente anteriores à situação de desemprego”, estabelece a proposta preliminar.

A prestação tem “como limite 501,16 euros, não podendo, em nenhum dos casos, o valor do apoio ser superior ao rendimento relevante médio mensal de 2019”, lê-se no documento.

A proposta do Governo define ainda que o apoio tem um limite mínimo de 50 euros, “com exceção das situações em que a perda de rendimentos do trabalho foi superior a 1 IAS, em que o limite mínimo do apoio é de 0,5 IAS”.

Os beneficiários da nova prestação estão sujeitos aos deveres previstos na lei para quem recebe o subsídio de desemprego, como a procura ativa de emprego ou aceitar trabalho conveniente ou socialmente necessário.

Os trabalhadores que perderem o subsídio de desemprego a partir de janeiro de 2021 e que tenham direito a subsídio social de desemprego, recebem “um complemento extraordinário que corresponde à diferença entre o valor desse subsídio e o valor a que teriam direito” do novo apoio, define ainda a proposta orçamental.

Sobre o Novo Banco, João Leão disse apenas que o “Estado não tem nenhum empréstimo previsto no Orçamento do Estado” do próximo ano para o Fundo de Resolução.


Fonte: ZAP

TAGGED:DestaqueEconomiaempregofinançasGovernoNacionalpolítica
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