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“Professores em Portugal são dos melhores do mundo”, diz Marcelo

Miguel A. Lopes / Lusa

“Eu, como professor, tenho a certeza que os professores de Portugal são dos melhores do mundo, porque têm esperança, porque transmitem essa esperança, porque olham para o futuro e porque estão disponíveis”, afirmou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou, esta segunda-feira, em Celorico de Basto o início do ano letivo, onde disse acreditar que “os professores em Portugal são dos melhores do mundo”.

“Eu acredito que os professores de Portugal são isto. Eu, como professor, tenho a certeza que os professores de Portugal são dos melhores do mundo, porque têm esperança, porque transmitem essa esperança, porque olham para o futuro e porque estão disponíveis”, afirmou.

Ainda assim, o chefe do Estado considerou que é difícil a vida dos docentes, lembrando “esse sacrifício diário” de terem ao mesmo tempo a sua família” e “outras famílias que passam pela escola”.

Marcelo discursava na cerimónia de inauguração das obras de requalificação da Escola Secundária de Celorico de Basto, no interior do distrito de Braga, concelho onde tem raízes familiares e onde chegou a ser presidente da Assembleia Municipal.

À cerimónia assistiu o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que acompanhou o chefe do Estado na visita às instalações do estabelecimento de ensino.

No discurso oficial, o Presidente da República referiu-se também às notícias de que dão conta das dificuldades com os atrasos nos manuais escolares, algo que, frisou, também acontecia no seu tempo.

“Hoje, ouvi as notícias e ouvi dizer que houve uma corrida para os livros e que, num ou outro ano vai demorar um bocadinho a sair o livro. Mas isto também acontecia no meu tempo. Por isso, também eu espero que esteja resolvido rapidamente”, afirmou.

Por outro lado, Marcelo sublinhou que o novo ano letivo significa que haverá mais autonomia para a escolas. “Este ano há mais escolas que vão experimentar mais autonomia. Cada escola vai tendo progressivamente mais poder para definir a forma como organiza o ano escolar e a autonomia curricular”, afirmou, elogiando a medida.

“Isso é bom, porque não há escolas iguais, é bom que haja escolas iguais nos direitos dos professores e nos direitos dos alunos, mas depois cada escola é uma escola, cada aluno é um aluno”, disse, concluindo: “Este ano vai ser um ano em que se alarga a experiência. Vamos ver o que dá senhor ministro. Eu gosto”.

“Não é verdade que não existam funcionários”

Esta segunda-feira, Tiago Brandão Rodrigues disse que o Governo cumpre o rácio legal sobre o número de funcionários nas escolas, havendo por isso condições para o ano letivo arrancar com normalidade, adianta o jornal Público.

“Não é verdade que não existam funcionários. Nós cumprimos o rácio legal, que foi fortalecido. Neste momento, existem todas as condições para, verdadeiramente, o ano letivo começar com não docentes nas nossas escolas onde são mais necessários”, afirmou o ministro da Educação.

Aos jornalistas, Tiago Brandão Rodrigues acrescentou ainda que foi feito “um esforço significativo para poder preencher as necessidades das escolas e a verdade é que temos 5000 escolas no país e, um pouco por todo o país, as aulas estão a começar com a normalidade e a serenidade que é necessário“.

Apesar desta situação, admitiu a existência de “situações pontuais com um número de baixas significativo de assistentes operacionais”. “O que nós fizemos foi contratar especificamente nessas situações, para que os projetos pedagógicos das escolas possam continuar”, explicou.

Fonte: ZAP