Penafiel, Portugal – O livro “Ecos do 25 de Abril na Imprensa do Douro, Tâmega e Sousa” acaba de ver a luz do dia em Penafiel, materializando um registo crucial sobre o impacto da Revolução dos Cravos no coração de Portugal. A apresentação, que decorreu a 27 de maio nas instalações da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), juntou figuras centrais para debater um capítulo decisivo da nossa história recente, da sua imprensa à sua gente.
Autarcas da região, jornalistas regionais, bibliotecários e uma plateia atenta estiveram presentes para escutar as memórias de um tempo de viragem. A sessão teve o condão de trazer ao palco duas vozes de peso: Rodrigo Sousa Castro, Capitão de Abril e um dos membros fundadores do emblemático “Grupo dos Nove”, e António Mota, escritor e jornalista de renome. A moderação esteve a cargo de Gabriel Carvalho, Secretário Intermunicipal da CIM do Tâmega e Sousa, que conduziu o diálogo.
No decorrer da conversa, a atmosfera encheu-se de lembranças e relatos pessoais sobre os dias que antecederam e seguiram o 25 de Abril, com um foco especial em como as mudanças políticas, sociais e culturais se fizeram sentir na vida quotidiana da região do Douro, Tâmega e Sousa. A imprensa local emergiu, naturalmente, como protagonista silenciosa destas transformações.
O valor deste trabalho editorial foi unanimemente reconhecido como um pilar para a salvaguarda da memória coletiva. Foi sublinhada a ação indispensável dos jornais e outras publicações da época em não só documentar, mas também em dar corpo e voz à Revolução dos Cravos nas suas mais variadas nuances. Permitiram, assim, que se compreendesse a dimensão do impacto daquele momento no tecido de um território específico.
Esta publicação é, no fundo, o resultado de um esforço conjunto inserido no projeto da RELER – Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Douro, Tâmega e Sousa. Reflete o empenho contínuo da CIM do Tâmega e Sousa e dos onze municípios que a compõem na promoção ativa da cultura, no incentivo à leitura e, talvez o mais importante, na preservação da memória histórica que moldou esta região e o país.


