A empresa de veículos de aluguer com condutor Uber anunciou esta sexta-feira que as suas perdas no primeiro semestre do ano ascendem a 6,2 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).

Este desempenho volta a colocar em causa o modelo de negócio da empresa, poucos meses depois do seu lançamento no mercado acionista.

De acordo com o jornal Eco, que avança números ligeiramente diferentes – perdas de 5,24 mil milhões de dólares (4,69 mil milhões de euros) – a Uber multiplicou por seis os prejuízo registados em período homólogo. Estes mesmo números são também  apresentados pelo jornal norte-americano The New York Times.

Sediada em San Francisco, no Estado da Califórnia, a Uber faturou no primeiro semestre do ano 6,3 mil milhões de dólares, acima dos 5,4 mil milhões faturados no mesmo período do ano anterior, mas abaixo das expetativas dos analistas.

Um dos elementos mais positivos das contas apresentadas esta sexta-feira pela Uber foi que continua a ganhar quota de mercado a bom ritmo.

Esta plataforma, que além do transporte inclui serviços como a Uber Eats, de entrega de comida, já conta com 99 milhões de utilizadores mensais ativos, mais 30% do que há um ano. Três quartos da faturação foram feitos no negócio-base, transporte de pessoas em automóveis, com 18% da entrega de comida e os 7% restantes do aluguer de automóveis, bicicletas e trotinetes.

“Acreditamos que 2019 será o ano em que mais investiremos e que em 2020 e 2021 as perdas se vão reduzir. Não tenho dúvidas de que o negócio vai atingir um ponto de viragem e propiciar lucros”, afirmou o conselheiro-delegado da Uber, Dara Khosrowshahi.

As palavras deste executivo, contudo, não aclamaram os investidores em Wall Street, onde os títulos da Uber estavam a cair 3,51% nas transações eletrónicas posteriores ao encerramento da praça nova-iorquina

Fonte: ZAP

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