Castelo de Paiva, Portugal – Com um profundo propósito de honrar e promover o vasto trabalho do setor social, a Vila de Castelo de Paiva acolheu, durante dois dias distintos, a sua 19.ª edição da Feira Social, um evento anual aguardado com expectativa que se desenrolou no emblemático Largo do Conde, unindo a comunidade em torno dos valores da solidariedade. Esta iniciativa, dedicada à vitalidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades do concelho, representa um reconhecimento explícito da importância do seu contributo para a coesão local.
A conceção e execução desta marcante celebração comunitária resultaram da colaboração estreita entre a edilidade paivense, o gabinete local da Rede Social e o Projeto CataVentos. A abertura solene da feira decorreu durante a manhã, congregando diversas personalidades que sublinharam o espírito do evento. Entre os presentes, destacaram-se Víctor Moreira, presidente da Assembleia Municipal, Cristiana Vieira, vereadora com o pelouro da Ação Social, Benjamim Bastos, representante da Segurança Social de Aveiro, e Ricardo Cardoso, o presidente da Câmara Municipal. Nas suas intervenções, todos reforçaram coletivamente o orgulho no dinamismo demonstrado pelas IPSS e reiteraram o compromisso inabalável do município em moldar um território cada vez mais inclusivo e equitativo para todos os seus habitantes.
Edificada sob os pilares da proximidade e do reconhecimento mútuo, a Feira Social deste ano apresentou uma programação particularmente diversificada, meticulosamente planeada para envolver e inspirar a comunidade paivense. As atividades propostas abraçaram desde momentos de reflexão profunda e apresentações institucionais, até experiências de cultura e lazer que visaram cativar todas as gerações. O objetivo primordial era estreitar laços e celebrar o tecido social que une a localidade, sublinhando o poder transformador do trabalho conjunto.
No que diz respeito à sequência de eventos, o primeiro grande aplauso do dia inaugural foi unanimemente dedicado aos participantes mais jovens, com as crianças provenientes dos jardins de infância do concelho a subir ao palco para encantar a audiência com uma emotiva atuação intitulada “Música que vinha de dentro da mina”. Esta apresentação singular conseguiu, de forma sublime, entrelaçar a pura inocência da infância com a profunda memória identitária e cultural da região. A manhã prosseguiu ainda com diversos interlúdios musicais que abrilhantaram o ambiente festivo e com as habituais demonstrações dinâmicas da equipa cinotécnica da Guarda Nacional Republicana (GNR), uma colaboração que se repetiu face ao sucesso de edições anteriores. Estes momentos foram seguidos por uma visita detalhada aos variados expositores e pela formal entrega de certificados de participação às instituições ali representadas, valorizando a sua presença e empenho.
O período da tarde do primeiro dia foi inteiramente dedicado ao fomento do envelhecimento ativo e do bem-estar dos seniores, contando com a ativa participação da Universidade Sénior. Realizaram-se sessões informativas e interativas sobre a figura do Cuidador Informal, sublinhando o seu papel crucial na sociedade, e workshops de Risoterapia, que proporcionaram momentos de descontração e alegria. À medida que o dia avançava para o crepúsculo, a noite prometia uma animação musical de excelência, com a vibrante atuação da PT Dance Academy, que exibiu a arte da dança. Posteriormente, o público foi convidado para um animado bailarico conduzido pelo DUO HD, culminando numa festa pela noite dentro com a energia contagiante do DJ Bruno Falcão, que manteve todos a dançar.
Para o dia subsequente, Sábado, dia 30 de maio, a programação delineada prometia um início precoce de atividades, inaugurado pela popular “3.ª Caminhada – Cataventos”, um percurso que promoveu a atividade física e a interação social. Contudo, um dos momentos mais aguardados e emblemáticos do dia era, sem dúvida, o Festival das Sopas, agendado para as 12h30. Este festival constituiu um convívio gastronómico que promoveu a partilha e a experimentação de sabores locais, e que se fez acompanhar pela animação e o dinamismo cultural proporcionado pela ACUP, enriquecendo a experiência de todos os visitantes.
O ambiente cultural intensificou-se durante a tarde, com uma vasta gama de apresentações. Houve um espetáculo de folclore vibrante, protagonizado pelo Rancho Infantil Couto Mineiro Pejão, que exibiu as tradições locais, sessões de teatro que encantaram os presentes, e demonstrações de dança inclusiva com a valorosa participação da APPACDM, reforçando a mensagem de acessibilidade para todos. A feira contou ainda com a oportunidade de conversas com autores locais, um regresso da equipa cinotécnica da GNR, acompanhada pela exposição de veículos, uma nova exibição da PT Dance Academy, e um número teatral levado a palco pela Casa do Povo da Raiva. O grandioso encerramento da Feira Social reservou uma arruada envolvente com o grupo musical Coletivo Capela, a talentosa atuação da Banda Juvenil de Bairros, um concerto cativante do grupo Nova Dança e, para prolongar a celebração pela noite fora, a animação musical esteve a cargo do DJ Ricardo Ramalho, garantindo um fim de festa memorável para todos.
Para Cristiana Vieira, a vereadora responsável pela Ação Social no concelho, este evento transcende o formato de uma mera feira. Representa um reconhecimento público e palpável do papel absolutamente vital que as IPSS e as associações desempenham no fomento do desenvolvimento social e na construção de uma comunidade mais robusta em Castelo de Paiva. Mais do que exibir serviços, a feira visa solidificar os laços intrínsecos entre os cidadãos e as respostas sociais disponíveis, um objetivo que contribui inquestionavelmente para a promoção de um território paivense cada vez mais inclusivo, solidário e coeso, onde cada indivíduo se sente valorizado e amparado.
Alinhado com este profundo compromisso com as pessoas e com a melhoria contínua da qualidade de vida na localidade, o Município de Castelo de Paiva dirigiu um caloroso convite a toda a população residente e aos visitantes para que se deslocassem ao Largo do Conde. A iniciativa visou não só a observação, mas a participação ativa e consciente nesta celebração ímpar da cidadania social, reiterando a importância da colaboração coletiva para a construção de um futuro partilhado e mais justo para o concelho.






