A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) participou, no passado dia 4 de março, numa reunião promovida pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Coimbra, que reuniu mais de 150 municípios e representantes do Governo para discutir os impactos provocados pelas recentes tempestades que afetaram várias regiões do país.
O encontro contou com a presença dos Secretários de Estado Silvério Regalado e Hélder Reis, bem como de Paulo Fernandes, responsável pela Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País. Em representação da CIM do Tâmega e Sousa estiveram o presidente do Conselho Intermunicipal, Nuno Fonseca, e os autarcas de Amarante, Baião, Castelo de Paiva e Cinfães.
Durante a reunião, os responsáveis municipais da região destacaram os fortes impactos do chamado “comboio de tempestades” no território, sublinhando os danos significativos em diversas infraestruturas públicas. Entre os principais prejuízos apontados estão estradas municipais e nacionais, equipamentos públicos, habitações, empresas e explorações agrícolas.
Segundo os autarcas, os prejuízos na região poderão atingir dezenas de milhões de euros, razão pela qual foi defendida a necessidade de apoio financeiro por parte do Governo para garantir a recuperação das áreas afetadas e a reposição integral das condições de segurança e funcionamento das infraestruturas.
O encontro centrou-se também na análise das consequências das intempéries em todo o país, com destaque para problemas nas comunicações, danos em infraestruturas e impactos na mobilidade e na atividade económica local.
Durante a sessão foram ainda discutidas medidas destinadas a minimizar os efeitos das tempestades, incluindo planos de recuperação de infraestruturas, a normalização dos serviços de comunicação e o reforço da capacidade de resposta dos municípios perante fenómenos meteorológicos extremos.
Outro dos pontos abordados foi a preparação de contributos para o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que deverá incluir estratégias de investimento e medidas estruturais para reforçar a resiliência dos territórios face a futuras situações de emergência.


