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CRÓNICA: SUBSTITUÍMO-NOS A PROGRAMAS A  EXAUSTIVOS E CAROS DE TRATAMENTO DE SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Há dias num forum associativo e quando questionado acerca da importância do Grupo Desportivo e Cultural de Castelo de Paiva, no contexto social aonde se insere ( região) pude perceber a importância que uma colectividade, principalmente a de província, tem no equilíbrio psicossocial dos seus elementos.

É tido, quase como cliché, que a actividade física, o envolvimento em tarefas culturais, alivia em situações de fadiga mental, previne estados depressivos, de facto é inegável de que quem disponibiliza algum do seu tempo livre para práticas saudáveis tem uma melhor autoestima logo uma melhor saúde.

Contudo a questão formulada levou-me a olhar para dentro do Grupo Desportivo, e o que descobri é que uma colectividade como esta, é como um corpo de mulher, belo atractivo, contudo com intestinos.

Na ânsia de obter resultados de monta muitas vezes se esquecem pequenas façanhas o que dá origem a que o clube que é procurado para colmatar a vida vazia no seio da família, não corresponda ao dele esperado que é o de compensar o praticante proporcionando-lhe vivências que no dia-a-dia, rotineiro, jamais terá.

Um clube como o Grupo Desportivo, tem que cultivar espírito de missão, compensar o(s) praticante(s) de afectos, entendimento, das falências que a sociedade individualista, punitiva, exerce sobre eles.

Somos de facto importantes na nossa região, criamos este grande núcleo e neste contexto de irmandade reforçamos vínculos de entreajuda e mesmo reconhecendo que há os que adoecem por no seu entendimento se sentirem incompetentes, no cômputo geral, substituímo-nos a programas exaustivos e caros de tratamento de saúde física e mental.

Não terão conta as situações de descrédito social que evitamos ao colocarmos ao serviço da nossa sociedade esta oficina de valores.

Manuel Vieira