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Siza Vieira sobre apoios à restauração: “não vamos repor a faturação que o setor não teve”

websummit / Flickr

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira

Apesar de admitir um esforço do Governo por criar apoios, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, garantiu que não vai ser possível “repor a faturação que o setor não teve”.

Em declarações na página do PS no Twitter, citadas pelo Económico, Pedro Siza Vieira referiu que o Governo sabe “qual é a faturação do setor no fim de semana e podemos majorar o apoios em função destas medidas”. No entanto, admitiu: “não vou enganar ninguém, não vamos repor a faturação que o setor não teve”.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital falava sobre os apoios para a restauração que remetem para os dois fins de semana com recolher obrigatório. “É tentar compensar os custos fixos e encontrar uma mecânica que seja rápida, que possa ser rapidamente tida no terreno e que reconheça aqui uma situação especifica”, acrescentou.

Siza Vieira disse que, na restauração, “a quebra foi de 70%”, o que significa que “há setores da nossa economia que estão a ser especialmente penalizados”. “Estes apoios que nós estamos a fazer [para a restauração], quando temos uma quebra de faturação nestes nove meses, de cerca de mil e tal milhões de euros, para a restauração estamos a fazer uma coisa que é cerca de 20% desta quebra“, disse.

O governante admitiu que este não será o único apoio e que o Governo irá continuar a avaliar a situação. Ainda assim, sublinhou, “não tenho duvidas de que não vamos chegar a todos e que vão haver situações muito difíceis num conjunto vasto de setores”.

Quanto ao número de empresas a fechar, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) estima que o número seja de 41%. Siza Vieira disse que “esse mesmo inquérito em julho dizia que 43% das empresas dizia que na ausência de apoios suplementares iria ter de fechar ou ter de apresentar insolvência”, concluindo que “a percentagem está mais ou menos estável”.

Para o ministro, isto “significa resiliência das empresas deste setor e significa também alguma eficácia dos apoios”.

Não quero ignorar, a situação é dramática“, assumiu Pedro Siza Vieira, revelando ter conhecimento de empresários do setor da restauração que “já estão a usar as suas economias pessoais para aguentar a sua empresa”.


Fonte: ZAP