Penafiiel, Portugal – A comunidade do desporto automóvel em Portugal chora a partida de Joaquim Jorge, figura incontornável nas competições de clássicos, cujo falecimento foi divulgado no último sábado, 30 de maio. Embora as circunstâncias da sua morte permaneçam um mistério, o legado de um piloto excecional perdura.
Originário de Penafiel, Joaquim Jorge trilhou um caminho glorioso no automobilismo, colecionando distinções tanto em provas de velocidade em circuito como em exigentes ralis. O seu nome ficou indissociavelmente ligado ao mítico Ford Escort RS 1600, a sua companheira de conquistas ao longo de mais de quatro décadas ao volante. Esta impressionante carreira foi sublinhada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) numa sentida mensagem de condolências.
O mais recente troféu a juntar à sua vasta coleção foi conquistado em 2022, quando se sagrou campeão nacional de Velocidade de Clássicos na categoria H75. As suas primeiras vitórias, conforme documentado pela FPAK, remontam a 1984, ano em que se sagrou campeão nacional de Ralis de Iniciados, alcançando o topo tanto na classificação absoluta como no Grupo A.
A FPAK expressou o seu pesar, descrevendo Joaquim Jorge como “um piloto com mais de 40 anos de experiência e um sem número de títulos quer nos ralis quer na velocidade”, acrescentando que “o nosso desporto fica muito mais pobre” com a sua partida. As redes sociais da entidade foram palco destas e outras homenagens.
Igualmente, o clube Demoporto, conhecido pela organização de eventos de automobilismo, lamentou a perda, referindo-se a Joaquim Jorge como “uma das figuras mais consagradas, respeitadas e marcantes do automobilismo em Portugal”.
Para além da sua paixão e sucesso no mundo da competição, Joaquim Jorge era um dedicado empresário, gerindo há muitas décadas um negócio no setor têxtil, firmemente enraizado na região de Penafiel.


